Se você pudesse pedir conselho sobre gestão estratégica de custos para um profissional, quem seria ele? No que ele trabalharia? Por um momento imagine como seria essa pessoa. Imaginou?

Provavelmente, a imagem que veio à sua mente é de alguém semelhante ao Ivan, CFO do Banco Múltiplos, na capital paulista. Ivan trabalha em um negócio que lida diretamente com resultados financeiros, atuando na maior cidade da América Latina.

Em um cenário desses, podemos concluir que os processos de gestão de custos da sua empresa sempre foram modernos e eficientes, certo? Nem sempre.

Às vezes, os números de uma empresa podem apresentar resultados pouco confiáveis. Isso é comum quando eles são gerados por sistemas obsoletos. Nesses casos, os relatórios baseados nesses dados podem fazer com que os diretores tomem decisões equivocadas. Vamos entender mais sobre esse assunto conhecendo a história do Ivan?

Gestão estratégica de custos: quando os relatórios mentem

Quando Ivan pensava em estratégia de custos, um único objetivo vinha à sua mente: reduzi-los. Isso é natural. Por muito tempo, a redução de custos era encarada como uma maneira de ser eficiente. Conseguir desempenhar o mesmo processo gastando menos era um objetivo que parecia óbvio.

O avanço tecnológico reafirmou esse argumento, uma vez que muitos processos começaram a custar menos — ao mesmo tempo em que a incidência de erros diminuía.

Contudo, chegou um momento em que isso deixou de fazer sentido. Ivan tinha acesso a relatórios que demonstravam os resultados de seus processos de custos, mostrando quais produtos custavam muito, quais clientes traziam lucro à agência etc.

Mesmo assim, ele percebeu que as suas decisões estratégicas não traziam os resultados esperados. Por que a tecnologia usada pelo banco gerava dados que levavam a decisões equivocadas?

A resposta era simples: a ferramenta usada para coletar essas informações não era a ideal.

A importância de criar relatórios confiáveis

Os sistemas utilizados por Ivan para acompanhar as métricas dos resultados dos processos do banco faziam com que ele confundisse alguns conceitos importantes para a gestão estratégica de custos.

Quer saber que conceitos são esses? Então, você já os conhece, mas vamos relembrar os seus nomes e significados.

Investimento

Ocorre quando a empresa aplica seu capital na aquisição de algum ativo, bem ou serviço vislumbrando um ganho futuro.

Custo

É o gasto realizado na aquisição de algo relativo à produção do bem ou serviço que será produzido pela empresa.

Despesa

É aquilo que é consumido pelo negócio de forma direta ou indireta, com o objetivo de obter receitas.

Desembolso

É o valor gasto para adquirir um bem ou um serviço.

Perda

Ocorre quando um bem ou um serviço contratado é consumido de forma incomum e sem o controle devido.

Gasto

Ocorre quando a empresa arca com o pagamento de algum produto ou serviço, necessários para a obtenção de algum ativo importante ao negócio.

Feito esse breve esclarecimento sobre esses conceitos, deve ter ficado claro o quão perigoso para uma empresa é confundi-los, não é mesmo? Era exatamente isso que ocorria com Ivan.

O processo de vendas apresentava grandes perdas ao banco, mesmo quando esse time comemorava bons resultados. Isso ocorria porque a gestão de custos desse processo não era realizada de forma adequada.

Isso fazia com que muitos recursos fossem investidos para convencer clientes a adquirirem serviços que não traziam uma margem de lucro tão vantajosa ao banco.

Na verdade, isso criava uma série de problemas, já que um cliente insatisfeito tende a cancelar esse serviço, exigindo ações da empresa para conter os cancelamentos.

Ademais, a imagem dos serviços do banco também ficava comprometida, pois essas pessoas não estavam satisfeitas e, dificilmente, recomendariam a instituição para seus amigos.

Para reverter esse quadro, era necessário cada vez mais investimentos e, como as estratégias permaneciam as mesmas, o desperdício de recursos continuava.

A situação vivida por Ivan é muito comum e representa uma incógnita aos empreendedores dos mais diversos segmentos. Como pode uma empresa que está vendendo bem ter resultados negativos?

Usando softwares para reverter essa situação

Cansado desse desfecho, Ivan decidiu controlar os resultados financeiros do banco de uma forma mais inteligente. A tecnologia usada até então havia se mostrado ineficiente.

Ivan percebeu que os sistemas usados pelo banco focavam em questões tributárias, por exemplo. Sendo assim, ainda que o time contábil estivesse satisfeito, pois os softwares eram úteis para entregar os processos fiscais, eles não eram confiáveis para gerar relatórios financeiros.

O banco precisava descobrir quanto cada cliente custava e quais eram os serviços que traziam lucro à instituição. Não tem como fazer isso com um software contábil, não é?

Foi então que Ivan realizou uma reunião com o time da MyABCM. Atuando em mais de 50 países, essa empresa desenvolveu soluções avançadas para gerir os custos das marcas.

As soluções de gestão da MyABCM podem ser combinadas com outros programas, de modo que a sua aplicação não cause transtornos no dia a dia do negócio.

Com uma análise de custos bem realizada por meio de uma tecnologia de ponta, Ivan teve acesso a relatórios que mostraram para ele quais processos do banco eram custos e quais eram despesas.

Isso fez com que ele pudesse traçar metas que estavam respaldadas em dados confiáveis. Processos obsoletos foram eliminados, serviços caros foram reformulados e até o perfil do cliente ideal foi reavaliado.

Assim, o time de vendas pôde focar no público que realmente trazia resultados ao banco, reduzindo a taxa de cancelamentos e melhorando a imagem da empresa nas redes sociais.

Como vimos, por mais que uma pessoa conheça muito de um mercado, ela pode estar tomando uma série de decisões ruins. Isso acontece quando a fonte de informação não é confiável.

É comum que alguns diretores mudem a sua equipe a todo momento, uma vez que acham que são os profissionais que não conseguem entender o negócio, quando, na verdade, todos eles têm acesso a relatórios ruins.

A sua gestão estratégica de custos não pode correr esse risco. Por isso, repense as ferramentas que você tem utilizado para acompanhar os seus resultados.

Quer entender como as soluções da MyABCM podem ser aplicadas na sua empresa? Então entre em contato com a nossa equipe!

Redução de custos é um tema essencial para o posicionamento de uma empresa no mercado. Essa etapa vem acompanhada de uma série de desafios, afinal não basta apenas cortar gastos e pessoas. É preciso investir em planejamento.

gestão estratégica é uma ferramenta que pode auxiliar gestores de uma empresa a aumentar a rentabilidade, evitar desperdícios, sair à frente da concorrência e se diferenciar no mercado.

No post a seguir, reunimos 5 dicas para otimizar a sua avaliação de custos e ganhar vantagem competitiva. Confira!

Inclua a redução de gastos nas metas da empresa

Pode parecer uma dica óbvia, mas muitas empresas não incluem a redução de custos nas suas metas. A gestão estratégica é direcionada não somente ao aumento das vendas, mas a uma análise prévia dos gastos que não afetam aspectos essenciais da empresa ou qualidade do serviço. Um planejamento inteligente é o caminho para investimentos realmente necessários que levam ao crescimento, e não à quebra.

Priorize sempre o cliente

Reduzir custos comprometendo o padrão de qualidade da sua empresa não é uma estratégia inteligente de gestão. O cliente é a principal fonte de recursos de uma empresa, por isso, cortargastos em produtos, serviços e atendimento causará uma repercussão negativa na imagem e uma grave queda nas vendas a médio e longo prazo.

Engaje a equipe

Monopolizar a gestão estratégica da empresa é um grande erro quando se trata de redução de custos. A comunicação interna deve ser focada em integrar todos os colaboradores na mesma causa.

Não apenas na busca de soluções, mas no aumento da produtividade e nas ações do dia a dia, com a diminuição do consumo de produtos de limpeza, uso de energia e telefone, e qualquer atividade que possa minimizar os custos.

Utilize a cadeia de valor como apoio

O conceito de “cadeia de valor” desenvolvido por Michael Porter, é uma maneira eficiente de identificar atividades que agregam valor a uma empresa e o que pode ser descartado no seu funcionamento, desde as fontes de matérias-primas até a entrega do produto ou serviço ao consumidor final.

Essa cadeia se divide em atividades primárias relacionadas à venda, manutenção e suporte, como:

E atividades de apoio às primárias:

Estruturando a sua empresa nesse modelo, o gestor pode avaliar os custos mais facilmente, identificar o que afeta os lucros, as atividades que agregam ou não valor e como é possível otimizar o seu serviço ao cliente.

Adapte modelos preestabelecidos à realidade da sua empresa

Além da cadeia de valor, muitos especialistas se focam em modelos de Michael Porter com o intuito de detectar falhas, evitar retrabalho e aumentar a competitividade. As estratégias genéricas propostas pelo professor da Harvard Business School, se focam em:

Esses modelos são muito eficazes para direcionar a sua gestão estratégica, mas assim como todas as teorias, apresentam aspectos que podem não se encaixar nas suas metas e modelo de negócio. O ideal é que você defina a melhor estratégia de acordo com o seu escopo e a integre a outras ferramentas empresariais.

Gostou das dicas? Se você está à procura de soluções avançadas de gestão estratégica, não deixe de entrar em contato conosco!