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Alcançar a excelência em gestão financeira está longe de ser uma tarefa simples. Afinal, como dominar todos os conceitos envolvidos? É possível adquirir todo esse conhecimento e aplicá-lo no cotidiano de trabalho?

CAPEX e OPEX são, por exemplo, duas siglas que podem fazer toda a diferença nesse sentido. Para compreendê-las mais a fundo, entender suas atribuições e usá-las em prol de sua empresa, continue lendo este texto!

CAPEX e OPEX: o que são?

A sigla CAPEX é derivada da expressão inglesa “capital expenditure” e, assim, está relacionada às despesas ou aos investimentos ligados a bens físicos. Na língua portuguesa, também é comumente referida como “despesas de capital”. Ou seja, é todo bem comprado por uma empresa.

OPEX, por sua vez, significa “operational expenditure”. Dessa forma, está ligado a todos os custos com operações e serviços. É por isso que, em português, a categoria é geralmente tratada como “despesas operacionais”.

Em termos resumidos, comprar um carro para a empresa seria uma ação classificada como uma CAPEX. Por outro lado, pagar pontualmente por serviços de transporte configuraria uma OPEX.

Diferenciá-las corretamente é uma boa maneira de definir e analisar os KPIs de um empreendimento, já que isso traz uma visão aprofundada sobre as saídas, ajudando no controle financeiro.

Quais são as principais diferenças entre CAPEX e OPEX?

Em linhas gerais, a maioria dos gastos anuais de uma corporação são referentes às despesas operacionais. Desse modo, reduzir o OPEX deve ser um dos objetivos da gestão, sem que isso comprometa, é claro, a qualidade dos produtos e/ou serviços oferecidos.

Um ponto que merece bastante destaque é a diferença tributária de ambos. Como a vida útil de um CAPEX geralmente vai além de um ano fiscal, é preciso usar recursos como a amortização e a depreciação para redistribuir esse custo. Em contrapartida, as despesas operacionais são dedutíveis de impostos no mesmo ano em que são realizadas.

Dominar os dois conceitos é fundamental para o planejamento estratégico de uma empresa, já que a opção de investir em um bem físico próprio pode comprometer o fluxo de caixa do negócio. Em compensação, os gastos com uma operação podem se tornar excessivos a médio prazo, sem trazer nenhum retorno financeiro.

Como utilizá-los para otimizar os negócios?

É preciso considerar, antes de tudo, a situação do capital de giro do empreendimento. Uma limitação pode obrigar a empresa a escolher por um OPEX, já que, além de representar um investimento inicial mais baixo, ele também é passível de dedução.

Contudo, a questão não é tão simples de se resolver e, por isso, um balanço de dados deve ser feito com o intuito de levantar demandas passadas e futuras. Investir mais em OPEX é algo visto com bons olhos atualmente, mas isso não implica a falência do CAPEX.

Para descobrir qual das duas opções, CAPEX ou OPEX, se enquadra melhor na sua empresa, é necessário calcular quanto cada uma delas custará e, com base nos valores, decidir qual é a melhor opção. É importante lembrar que a mais barata nem sempre é a melhor: o que realmente deve ser levado em consideração é o custo-benefício.

O método para analisar o custo de cada uma das operações é o TCO (“Total Cost of Ownership”) — em português, “custo total da operação”.

O que é TCO e como calculá-lo?

O custo total da operação é um método para se avaliar os custos diretos e indiretos de um determinado produto ou serviço ao longo do tempo. Ele leva em conta tanto o preço do bem quanto seu custo de manutenção.

Os índices CAPEX e OPEX são calculados de forma distinta. Acompanhe e saiba mais!

Calculo do CAPEX

No caso do CAPEX, é necessário observar no balanço patrimonial da companhia as alterações que ocorreram durante o período de um ano e então aplicar a fórmula: CAPEX = variação de ativo durante o ano – variação do passivo durante o ano.

Digamos que uma empresa apurou R$ 2 milhões em ativos em 2017 e R$ 3 milhões em 2018, por exemplo. Assim, a alteração foi de R$ 1 milhão. Do mesmo modo, o passivo em 2017 foi de R$ 500 mil e em 2018, de R$ 600 mil — variação de R$ 100 mil.

Logo, com os dados apresentados, temos: CAPEX = R$ 1 milhão – 100 mil = R$ 900 mil.

Calculo do OPEX

O cálculo do OPEX é ainda mais fácil: basta fazer a soma de todos os custos operacionais da empresa em um certo período de tempo. Geralmente é utilizado o período de 1 ano. Com base nesses custos é possível identificar qual modelo é mais adequado para a sua empresa.

Como mencionamos, é importante lembrar que apenas um custo inicial menor não é um bom critério de escolha. É importante pensar na escala que esses preços terão ao longo do tempo e se a empresa tem caixa suficiente para se manter até o retorno do investimento — caso ele demore a acontecer.

CAPEX ou OPEX: qual deles é mais adequado ao TI da sua empresa?

Com o advento da tecnologia, novos produtos e serviços surgem todos os dias na área de TI. Conforme a transformação digital avança, esse processo de renovação tende a se tornar cada vez mais rápido. Um de seus efeitos é que hardwares e softwares se tornam ultrapassados em períodos de tempo cada vez mais curtos.

Levando essa situação em conta, o CAPEX pode ser uma opção ruim, pois o investimento em instalações próprias de TI exige uma grande quantia de capital — e o retorno desse capital investido demanda tempo.

Uma vez que a tecnologia avança em um ritmo mais acelerado, é possível que antes do retorno do investimento seja necessário investir em novos equipamentos e softwares. Além disso, quando os investimentos em TI da companhia são planejados, eles levam em consideração o futuro da empresa.

Portanto, até que ela atinja esse patamar planejado — o que pode demorar —, uma boa parte dos recursos adquiridos ficará ociosa. No contexto atual das empresas, em que atualizações se fazem necessárias em curtos períodos de tempo, o OPEX se mostra uma solução mais interessante para a área de TI.

Entre suas vantagens podemos citar:

É claro que cada empreendimento tem as suas particularidades, mas, de modo geral, o OPEX se mostra a solução que melhor atende à área de TI de uma empresa. Conhecendo os conceitos de CAPEX e OPEX, você pode decidir qual modelo é mais adequado para cada setor de sua empresa e, assim, aumentar sua eficiência.

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Você sabe qual é a real relevância do balanço patrimonial? Entre todos os relatórios contábeis, ele é considerado o mais importante. Contudo, ainda é negligenciado por muitos empreendedores.

Por meio desse relatório, é possível auxiliar a gestão financeira de sua empresa a verificar seus bens, diretos, obrigações, capitais de terceiro, reserva de lucro e as fontes de suas receitas.

Ficou interessado no assunto? Deseja compreender mais sobre a importância do balanço patrimonial? Então, este artigo foi produzido para você. Confira!

O que é balanço patrimonial?

Trata-se de um relatório contábil formalizado depois dos registros de todas as transações financeiras da empresa em um determinado período. Dessa forma, todos os registros de natureza contábil, sejam de crédito, sejam eles de débito, são aqueles que constam no livro razão de uma organização.

Por meio dessa demonstração, é possível apurar o saldo das contas patrimoniais como os bens, os direitos e as obrigações. Além disso, é possível identificar todas as fontes de receita.

Portanto, o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício, são considerados indispensáveis para o planejamento financeiro de qualquer empresa.

Agora, em termos legais, a importância do balanço patrimonial também se dá pela necessidade de atendimento à legislação. Isso porque o balanço é um dos elementos obrigatórios da escrituração contábil do negócio, tendo de ser transmitido aos demais em cada Escrituração Contábil Digital (ECD).

Como é estruturado um balanço patrimonial?

Toda estruturação de um balanço patrimonial é formada por meio de um plano de contas, definido no início da prestação da atividade fim de uma empresa. Necessariamente, todo balanço patrimonial é constituído por três categorias contábeis. Observe a seguir:

De que forma devo preparar o balanço patrimonial?

É interessante que, ao término de cada mês, seja realizado o balancete de verificação, pois sua finalidade é confirmar se todas as movimentações contidas no livro razão estão corretas.

Dessa forma, há muitas alterações de valores, sendo possível que uma receita ou despesa passe despercebida nos livros contábeis ou que um fechamento errado entre débitos e créditos ocorra.

Devido a essa limitação, é preciso realizar ajustes nas contas para que elas sejam sempre equivalentes à realidade, e, ao final dessas alterações, obrigatoriamente, o saldo do ativo e do passivo devem ser iguais.

O balanço patrimonial é uma ferramenta de análise de decisão?

Sim. Devemos considerar o balanço patrimonial como uma ferramenta para análise de qualquer negócio, pois é demonstrada a situação líquida das contas. Dessa forma, os gestores adquirem dados financeiros que ajudarão a impulsionar a lucratividade e a rentabilidade do seu negócio. Confira!

Sempre que as contas do ativo do seu negócio forem maiores do que as contas do passivo, necessariamente estamos falando de uma liquidez positiva. Toda vez que as contas do ativo e do passivo forem equivalentes, é considerado liquidez nula. Sendo assim, quando as contas do passivo forem maiores que as contas do ativo, então a liquidez é considerada negativa.

Toda vez que uma empresa apresentar situações de liquidez nula ou negativa é aconselhável aderir medidas de recuperação por meio de ampliação das contas de resultados, integralização de mais capital ou pagamento dos exigíveis cobrados.

 

Qual é a importância do balanço para os indicadores financeiros?

Por meio desse documento, é possível analisar e monitorar alguns dos indicadores financeiros da empresa, algumas vezes com a ajuda de outros documentos. Tal possibilidade corrobora o fato de o balanço ser um instrumento de análise e tomada de decisão, para o que os indicadores também servem.

Veja cinco desses indicadores e as respostas que eles geram.

Margem de lucro líquida

Essa margem indica o quanto, em valores líquidos, o negócio gera com cada venda ou serviço prestado.

Para calculá-lo, divide-se o faturamento total de um período pelo resultado líquido final dele, que consta no DRE. Depois, o resultado da conta acima é multiplicado por 100, gerando o percentual da margem líquida.

Taxa de crescimento do lucro

Uma das contas contábeis totalizada no balanço é o lucro acumulado de todos os anos de operação da empresa.

Então, tendo os documentos atual e de anos anteriores à mão, pode-se calcular a taxa de crescimento do lucro do negócio ano após ano.

Retorno sobre patrimônio

Fazendo a divisão do patrimônio que consta no balanço pelo faturamento líquido da empresa, chega-se à porcentagem de retorno sobre patrimônio, indicando quanto é gerado ao negócio pelo capital social e pelos demais investimentos em patrimônio.

Retorno sobre ativos

Especificamente em relação aos ativos do documento, como veículos, imóveis, equipamentos e outros bens móveis e imóveis, o retorno sobre ativos demonstra quanto eles geram, levando em conta os investimentos feitos nas aquisições.

Aliás, para obter resultados ainda mais específicos, pode-se fazer o cálculo utilizando apenas parte da receita e somente um elemento do ativo.

Por exemplo, uma empresa de seguros que ofereça carros corporativos aos seus vendedores externos pode dividir um valor total de contratos fechados pelo valor do carro utilizado pelo vendedor responsável para chegar ao retorno.

Ou, no caso da abertura de uma nova filial, ao fim do ano, é possível dividir o total faturado pelo investimento feito em patrimônio para essa abertura. Isso é necessário para apurar, dentro de um panorama mais complexo — com envolvimento de outros fatores — o retorno sobre o investimento total dessa ação de expansão.

Índice de endividamento

Para obter o índice, é preciso somar os passivos de curto e longo prazos e dividir o total pelo ativo. Depois, multiplica-se o resultado final por 100 para a obtenção do índice em percentual.

Para esse cálculo, quanto menor for o índice, melhor é para a empresa. Caso ele esteja em nível muito elevado, é momento de avaliar custos, um a um, e, até mesmo, processos, para diminuir o endividamento e aumentar os faturamentos bruto e líquido.

Agora que compreendemos a importância do balanço patrimonial, é indispensável que todas as entidades contábeis constituam o seu, desse modo, garantindo os índices de sua situação de liquidez com a finalidade dos gestores alavancarem o seu negócio, além de atenderem corretamente às normas contábeis impostas a todas as empresas.

Gostou do conteúdo? Deseja saber mais a respeito desse e de outros assuntos para melhorar o seu empreendimento? É simples, basta acessar nosso blog! Vamos lá!

É comum que grandes empresas enfrentem problemas com controle de gastos, despesas, redução de custos, lucratividade, entre outros elementos ligados a finanças e negócios. A questão é que, dependendo da gravidade, esses problemas podem ditar o sucesso das ações.

A boa notícia é que há formas de administrar essas questões, de modo que elas não prejudiquem o andamento da empresa. Um dos indicadores que podem ajudar é o CMV: medida capaz de fornecer informações essenciais sobre a relação entre vendas e compras de um empreendimento.

Neste artigo, você entenderá como calcular o CMV e a sua importância para otimizar a gestão estratégica. Confira!

O que é o CMV?

Também conhecido como Custo de Mercadoria Vendida, o CMV é a relação entre as vendas e as despesas necessárias para produzir e armazenar uma determinada mercadoria.

Esse indicador financeiro mede o sucesso de um produto por meio do valor do capital estocado. Dessa forma, é possível considerar o que sobrou do estoque de um determinado período, em vez de identificar apenas o índice de saída de mercadorias.

Em razão disso, esse cálculo é de extrema importância para os negócios, pois mostra valores exatos para que você saiba se a empresa está lucrando ou não. Assim, poderá continuar com as suas estratégias e processos, ou ter uma base de informações para estudar outras ações, caso as atuais não estejam sendo satisfatórias.

O CMV é um termo aplicado à indústria. Para serviços e comércios, há outro indicador: o Custo de Serviços Vendidos ou CSV. Nesse caso, utiliza-se a mesma lógica, com diferenças apenas nos fatores que entram no cálculo.

Quais são os benefícios do CMV?

A inclusão do CMV no balanço financeiro de qualquer empresa pode trazer benefícios bem interessantes para que ela atinja os resultados esperados e consiga controlar sua produção. A seguir, citaremos alguns.

Alerta para problemas de gastos

Como o CMV lida diretamente com o estoque e com as despesas da produção, pode ser um grande aliado para descobrir se a organização não está gastando demais com um produto/operação, ou se determinados artigos que estão no estoque não estão encalhados há muito tempo.

Ajuda na gestão dos gastos

Os resultados obtidos no cálculo do Custo de Mercadorias Vendidas fazem parte das despesas contábeis e devem estar juntos às receitas de vendas. Dessa forma, o CMV acaba por ser um instrumento importante não só para indicar a lucratividade, mas também auxiliar os gestores da empresa a analisarem as compras de materiais e as vendas daquilo que produzem.

Permite descobrir se a empresa está saudável

Muitos investidores utilizam o CMV para encontrar a margem bruta do negócio. Como eles conseguem analisar o percentual das receitas e quanto está disponível para cobrir os gastos, fica fácil ter ideia de como estão as finanças da empresa.

Auxilia nas iniciativas de vendas

Com os resultados obtidos pelo CMV, a empresa tem informações suficientes para melhorar o seu planejamento e criar estratégias para estimular o consumidor a adquirir seus produtos. Afinal, é possível descobrir quais artigos demoram para serem vendidos e, assim, pensar em planos para repassar esses produtos parados. Por exemplo, realizar uma promoção ou descontos específicos.

Melhora o gerenciamento do estoque

Conforme a empresa consegue identificar quais são os produtos mais vendidos e quais são aqueles que estão há mais tempo no estoque, se torna possível definir medidas para analisar o espaço. Em outras palavras, é possível determinar de que maneira essa área pode ser mais bem utilizada, além de usar outro espaço com capacidade alinhada à quantidade de produtos.

Facilidade

O CMV tem outro ponto positivo, que é a simplicidade do cálculo, mas que revela informações valiosas para o seu negócio. Afinal, se a sua empresa estiver com os dados e informações contábeis em dia, será possível saber se há gastos supérfluos ou investimentos além do indicado em alguma operação.

Como equilibrar o CMV e o CSV?

Após obter os dados dos indicadores, você pode chegar à conclusão de que a lucratividade está abaixo do esperado. Para equilibrar essa medida e voltar às margens desejadas, algumas providências podem ser tomadas.

Estudar melhores fornecedores, bem como negociar e controlar os desperdícios, por exemplo, são ótimas formas de reduzir os custos e equilibrar os parâmetros.

Ademais, fazer um controle rígido de estoque, isto é, controlar tudo que entra e sai da empresa, assim como os produtos devolvidos ou insumos retornados aos fornecedores, está entre os fatores que podem aumentar a precisão do CMV e do CSV.

O que é necessário para calcular o CMV?

Uma das partes mais importantes para conseguir calcular o CMV de forma precisa, é identificar, contar e classificar os produtos que estão no estoque, ou seja, os dados devem ser sempre atualizados. Essa atividade é crucial para obter um controle de entrada e saída, além de tornar os pedidos dos clientes sempre acessíveis.

As matérias-primas da produção ou serviço representam outro ponto que precisa ser analisado e catalogado. Assim, com esses dados bem atualizados, as chances de chegar a um resultado correto do CMV são de 100%. Inclusive, a possibilidade de ter uma visão ampla do que está faltando ou sobrando no estoque é quase certa.

Como calcular o CMV e CSV?

Agora que você entende o que é CMV, os seus benefícios e como equilibrá-lo com o CSV, entenda como calcular esses índices.

Como calcular o CMV

Como já foi abordado, o CMV tem o objetivo de indicar o custo das vendas em um determinado período, considerando o que sobrou em estoque. Para isso, os valores que devem ser considerados são:

A fórmula do cálculo é: CMV = EI + C – EF

Se a sua empresa tinha R$ 5 mil em estoque no início do mês, comprou R$ 3 mil e fechou o mês com R$ 4 mil no inventário, por exemplo, o cálculo do CMV seria feito da seguinte forma:

CMV = 5000 (EI) + 3000 (C) – 4000 (EF)

CMV = R$ 4 mil

Em seguida, basta subtrair esse resultado do faturamento para obter o lucro bruto relativo ao mês. Com o resultado da lucratividade bruta, também é possível chegar ao lucro líquido deduzindo os outros custos, como impostos sobre o faturamento, contas de telefone e internet, etc.

Como calcular o CSV

Quanto ao CSV, que calcula o custo dos serviços vendidos, os valores são:

A fórmula é a seguinte: CSV = Sin + (MO + GDS + GIS) – Sfi

Observação! As operações para lucro bruto e lucro líquido são as mesmas do cálculo anterior.

Qual é a importância desses indicadores?

Na maioria das vezes, utiliza-se o faturamento e os custos de aquisição para calcular a lucratividade das vendas.

É incluído nessa conta o inventário ou os serviços em andamento. Isso permite ao gestor considerar os produtos não vendidos e obter dados eficazes sobre o lucro bruto da empresa. Dessa forma, há um melhor norteamento para controlar as operações de produção, estocagem ou aquisição.

A partir das informações apresentadas, fica claro que tanto o CMV quanto o CSV são fundamentais para entender o custo das vendas de mercadorias ou produtos, além dos ganhos exatos, otimizando e melhorando os processos das empresas.

Como controlar o estoque para calcular o CMV?

Como pôde perceber, as informações que entram e saem do seu estoque fazem parte do cálculo do CMV, sendo de grande importância manter esse setor organizado e em dia. Para controlar a sua reserva de produtos de maneira eficiente, existem duas formas. Veja quais são e saiba mais.

PEPS

Primeiro que entra, primeiro que sai (PEPS) é uma avaliação e forma de controlar o seu estoque por meio da premissa de que os produtos que entram primeiro na reserva devem sair primeiro. Ou seja, usa-se o lote mais antigo, no qual o preço considerará o custo de quando ele foi adquirido, e não do momento de venda.

Para que esse controle funcione de maneira eficiente, à medida que os itens saem do estoque, os responsáveis devem registrar essa movimentação, por menor que ela seja. Isso é fundamental, pois, quanto maior a precisão dos registros, melhor será o controle, domínio e conhecimento da sua demanda.

UEPS

Último que entra, primeiro que sai (UEPS) é um método de controle de estoque que se baseia na teoria de que serão vendidos os últimos itens que entrarem na sua reserva de produtos.

Para isso, o preço de venda é praticado conforme o último lote que entrou no almoxarifado, sendo que o valor dos estoques é calculado com base no custo do último preço, portanto, normalmente, costuma ser mais caro.

Em razão disso, é um método que leva à supervalorização de um item, resultando em créditos positivos. É importante ressaltar que o método UEPS não é legal no Brasil. Em outros países, como México, Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, é uma forma muito utilizada e legalmente aceita.

Como a tecnologia pode ajudar?

Por serem ferramentas indispensáveis para qualquer gestor, há uma série de softwares de gestão que fazem esses cálculos, evitando o processo manual e diminuindo as chances de obter falsas informações.

Além disso, a rotina de gestão de um negócio é atribulada de informações que entram e saem a todo o momento, dificultando o controle, acompanhamento e tratamento eficientes de dados. Nesse cenário, a implantação bem-sucedida da tecnologia não é só mais um auxílio, mas uma necessidade para lançar todo tipo de informações, de maneira ágil e confiável.

Afinal, para que o CMV seja o mais fiel possível à realidade da sua empresa, é imprescindível utilizar valores atualizados. Tendo isso em vista, além de softwares de gestão que auxiliam na realização dos cálculos, sistemas ERP contabilizam todos os dados de todos os setores, de modo integrado, incluindo as entradas e saídas de estoque.

Dessa maneira, haverá menos trabalho e mais eficiência ao controlar não só o seu estoque, mas os demais departamentos do seu negócio. Em um mercado altamente competitivo, a tecnologia é um fator de diferencial, logo, não deixe de fazer esse investimento.

Este artigo ajudou a entender a importância do CMV e a como realizar o seu cálculo? Quer conhecer outras soluções e dicas financeiras? Acesse agora o nosso conteúdo sobre como criar e analisar KPIs da maneira correta!

O capital de giro, basicamente, é um montante de recursos financeiros que a empresa necessita para que ela continue funcionando e explorando a sua atividade.

Ele é o responsável por manter as operações de um negócio, principalmente quando o recebimento das vendas ou prestações de serviços são postergados e falta dinheiro em caixa para que a empresa possa cobrir suas despesas básicas.

Neste artigo, você entenderá a importância do capital de giro para um negócio, os diferentes tipos e aprenderá como calculá-los por meio de uma explicação simples e didática. Confira!

A importância do capital de giro para as empresas

Você já entendeu que o capital de giro é o montante de recursos financeiros necessários que visa a manutenção de um negócio. Essa definição já é suficiente para entender a importância dele para a sua empresa.

Ele é importante quando a gestão da empresa deseja realizar um investimento que começará a gerar retorno em uma data futura. Assim, ele cobrirá os gastos existentes até o momento em que o capital investido possa ser revertido faturamento para a empresa.

O capital de giro também é muito importante nas vendas ou prestação de serviços a prazo, uma vez que os valores nesse tipo de operação são recebidos somente quando ocorre o vencimento.

Outra utilização importante do capital de giro está relacionada aos clientes inadimplentes. Quando uma empresa tem esse lastro de capital, ela pode utilizar os valores para cobrir vendas realizadas e não pagas até que a liquidação, por parte do cliente, seja realizada.

O capital de giro é uma ferramenta que garante a operacionalização do negócio, mesmo diante de períodos com escassez de recursos para manter suas despesas básicas. Sendo assim, é crucial que você, enquanto empresário, saiba como calcular e constituir o capital de giro essencial para o seu negócio.

A diferença entre capital de giro e investimento fixo

Apesar de apresentarem funções e definições distintas, tanto o capital de giro quanto o investimento fixo são conceitos necessários para o funcionamento saudável de qualquer tipo de empresa. Contudo muitos gestores ainda os confundem.

O investimento fixo refere-se às despesas iniciais para que um negócio funcione, englobando todos os bens necessários para isso, como os equipamentos e maquinários. Então, quando a empresa é fundada, é preciso estimar qual será o investimento fixo necessário

Essa deve ser uma das primeiras etapas de um planejamento financeiro empresarial, mesmo que a companhia já exista, já que é com essa projeção que todo o patrimônio será documentado.

Com isso, pode-se perceber a principal diferença entre os dois conceitos, uma vez que o capital de giro corresponde aos valores monetários que se têm em caixa, nas contas a pagar e a receber, no seu estoque ou na conta corrente; e o investimento fixo é sobre os bens e patrimônios. Sendo assim, apesar de diferentes, os dois devem caminhar juntos no planejamento de gestão financeira da sua empresa.

O capital de giro líquido

Aprofundando um pouco mais no assunto, você encontrará o termo: capital de giro líquido (CGL). Este conceito trata-se do valor que você precisa para que cumpra com todos os compromissos financeiros em curto prazo.

Também conhecido como capital circulante líquido, esse conceito é utilizado como indicador para gerenciar e conhecer todas as capacidades de pagamento do negócio, permitindo a administração das relações com os fornecedores e clientes.

Sabe-se que toda e qualquer tipo de empresa precisa de recurso (dinheiro) para manter a fluidez das suas atividades e, consequentemente, garantir que fique ativa no mercado. Então o CGL pode ser considerado como uma “folga” financeira que permite o funcionamento da companhia e do seu estoque de maneira eficiente. Com isso, para calculá-lo, é preciso levar em consideração o ativo circulante (AC) e o passivo circulante (PC), que são conceitos em comum entre o capital de giro e o capital de giro líquido.

O capital de giro próprio

O capital de giro próprio (CGP) é definido como a variável que indica o volume de recursos próprios da empresa. Sendo assim, dependerá do comportamento das contas do Patrimônio Líquido e do Ativo Permanente.

Com este conceito, será revelado o volume de capital próprio da empresa que está finalizando o AC e o realizável a longo prazo. No entanto, é preciso ressaltar que não identificará rigorosamente todos os recursos da empresa.

Os elementos de cálculo do capital de giro

O cálculo do capital de giro é bem simples, no entanto, requer certo nível de controle nas finanças da sua empresa.

Você precisará de alguns elementos essenciais de despesas e custos para determinar o valor do capital de giro mínimo para o seu negócio. Por exemplo:

Enfim, todas as despesas e custos que acontecerão independente de sua empresa obter um recebimento em determinado período. De posse dessas informações, passaremos para a próxima etapa: o cálculo.

O cálculo do capital de giro

Feito o levantamento de todas as despesas existentes na empresa, é chegado o momento do efetivo cálculo do capital de giro, o que é bem simples de ser realizado.

Para exemplificar e ilustrar, criaremos uma situação hipotética de uma empresa de prestação de serviços que apurará o capital de giro necessário para um ano específico. A partir disso, foram apurados os seguintes valores de gastos mensais:

Assim, o valor do capital de giro que essa empresa precisará para se manter ativa é de R$ 18.500,00 ao mês.

Algumas empresas que recebem pagamentos recorrentes podem inserir esses valores em seu cálculo do capital de giro com o objetivo de reduzir os gastos. Ou seja, suponhamos que essa mesma empresa recebe mensalmente de alguns clientes o valor de R$ 5.000,00. Nesse caso, ela poderá deduzir a previsão de recebimento mensal no cálculo do seu capital de giro. Assim, o valor seria de R$ 13.500,00.

No entanto, é importante que esse recebimento seja recorrente e garantido. Você não pode considerar para esse cálculo o recebimento de clientes que costumam ser inadimplentes.

O cálculo do capital de giro líquido

capital de giro líquido é o resultado dos valores do ativo circulante pelos do passivo circulante. Então, para calculá-lo, basta seguir a fórmula: CGL = AC – PC.

O ativo circulante é referente ao dinheiro em caixa, às aplicações financeiras, contas a pagar e a receber, estoques, despesas, matérias-primas, títulos, depósitos bancários, movimentações bancárias e despesas antecipadas. Portanto, são os bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro em curto prazo.

Já o passivo circulante são todas as obrigações que, normalmente, devem ser pagas dentro do período de um ano, como empréstimos bancários, dívidas com fornecedores, provisões e algumas contas a pagar.

O cálculo do capital de giro próprio

Apesar de parecer um pouco mais complexo, o capital de giro próprio pode ser facilmente encontrado por meio da fórmula: CGP = AC – PC – ELP.

ELP ou Exigíveis a Longo Prazo são as dívidas que a sua empresa tem e que devem ser liquidadas após o exercício financeiro seguinte, que é referente a um ano civil corrido. São consideradas as duplicatas a pagar, impostos a serem recolhidos e demais obrigações com terceiros.

O capital de giro é um importante indicador dos seus recursos. Por meio dele, você saberá o valor necessários para que a sua empresa funcione e cresça de maneira saudável e linear.

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Um conceito que vem chamando a atenção de empresários é o Business Intelligence. Para exemplificarmos essa análise, podemos observar os processos de trabalho de um médico.

A palavra “diagnóstico” normalmente é usada no vocabulário da Medicina quando um paciente vai até um consultório médico reclamar de dores. Inicialmente, o doente precisa dar algumas informações sobre o seu caso.

O médico, por sua vez, pedirá mais exames clínicos que ajudarão a descobrir qual é o problema. Com os dados em mãos, o profissional começará a interpretar as informações para chegar a uma conclusão e resolver o problema desse paciente.

Agora, imagine se o seu negócio pudesse ter um processo de análise de informações com essa qualidade e organização? É isso que o Business Intelligence oferece às empresas: diagnóstico preciso.

O que é Business Intelligence?

Os processos de sua empresa podem ser otimizados, gerando economia, aumentando a qualidade e melhorando a produtividade, mas, para isso, é importante ter acesso aos dados que eles geram.

É pouco eficiente falar em “melhorar processos” quando não se sabe o que precisa ser aperfeiçoado. Por isso, o primeiro passo é analisar corretamente as informações relacionadas com sua atividade produtiva, cruzando esses dados com outras análises, como de mercado, de custo de cada sistema, ou mesmo o impacto que ela tem no preço final de um produto. Tudo isso já é possível com o Business Intelligence.

A linguagem do empreendedorismo é escrita com números, e o mais importante é saber entendê-los. Automatizar essa tarefa faz com que relatórios corretos estejam sempre à mão dos empresários, ajudando-os a fazer mudanças com risco mínimo de erro.

Como ele ajuda a sua empresa?

Sistemas como o Business Intelligence, podem auxiliar diferentes aspectos em uma empresa. Aqui, nós separamos quais os principais benefícios dessa ferramenta. Entenda!

Prevê tendências

Os softwares de ERP que monitoram os processos da empresa, conseguem oferecer a previsão de tendências mercadológicas. Isso ocorre porque esses dados são analisados dentro de um conjunto de informações, incluindo o mercado.

Sendo assim, o negócio consegue antever, por exemplo, a necessidade de investir na contratação de colaboradores, pois já oferece informações que mostram a previsão no aumento de vendas.

Cria metas reais

Uma análise mercadológica que ignora fatores internos não trará resultados à empresa. Nesse cenário, um empresário questiona como seu negócio teve baixo crescimento se o setor estava em um bom momento.

Para ajudar a empresa a estabelecer metas eficientes, o Business Intelligence apresenta relatórios que levam em consideração a situação real do negócio, dando ao empreendedor a chance de preparar sua empresa para o momento atual do mercado.

Oferece dados transparentes

Credibilidade atrai investidores e garante a solidez de qualquer empresa, mas, para isso, é muito importante que os dados fornecidos pela organização sejam confiáveis.

O Business Intelligence, por meio de seus sistemas automatizados, diminui consideravelmente os riscos de erro humano e fraude na geração de informações, dando credibilidade aos tomadores de decisão e gerando um ambiente mais confiável e próspero para a empresa.

Essas informações podem garantir aos líderes a confiança dos seus subordinados diante de decisões complexas, pois conseguem convencê-los de sua necessidade.

O que considerar na hora de escolher o Business Intelligence?

Existem diversas ferramentas de Business Intelligence no mercado, por isso é fundamental saber escolher qual é a melhor. Para isso, é preciso considerar alguns fatores, sobre os quais abordaremos a seguir.

Velocidade

Esse tipo de ferramenta precisa ser ágil na hora de processar os dados da sua empresa e assim auxiliar a definir estratégias. Sem essa habilidade será muito difícil colocar as estratégias em prática.

Custo-benefício

Ao procurar por esse tipo de ferramenta, é fundamental que ela esteja de acordo com o que a empresa pode pagar. Entretanto, entenda que isso não significa a contratação de um serviço mais barato e com poucas funções. É importante haver um equilíbrio entre as funcionalidades oferecidas e o preço da ferramenta.

Usabilidade

O usuário não pode ter dificuldades em utilizar a ferramenta, o sistema deve ser acessível para que não ocorra perda de tempo na hora de realizar as funções. Claro que, mesmo em um sistema simples, ainda será necessário o auxílio de especialistas na operação.

Quais são os exemplos de Business Intelligence?

Como há diferentes tipos de Business Intelligence no mercado, nós escolhemos alguns exemplos para você conhecer. Confira!

Google Data Studio

Desenvolvido pela Google, o Data Studio é uma ferramenta gratuita e qualquer um que tenha uma conta no Gmail pode ter acesso. O seu usuário, além do alcance ao sistema, pode vinculá-lo a outras ferramentas do Google, como Sheet e Adwords.

Entre as suas funcionalidades estão a criação de até 5 relatórios sem restrição de edição ou compartilhamento e a captura e conversão rápida de dados brutos em relatórios e painéis.

Adobe Analytics

Uma das grandes vantagens do Adobe Analytics é que ele proporciona a instalação de todos os canais de marketing de diagnósticos e segmentações em tempo real. Todo esse processo é rico em detalhes e é possível, inclusive, determinar o público-alvo da campanha.

Ele também oferece um sistema desenvolvido para automação, dessa forma, é possível criar alertas a qualquer momento. Além disso, apresenta funcionalidades básicas, como a geração de relatórios, possibilidade de compartilhamento em e-mail e dispositivos móveis.

Microsoft Power BI

O grande destaque desse sistema de Business Intelligence está na sua capacidade de desenvolver painéis e relatórios rapidamente. Para se ter uma ideia, em cinco minutos já é possível gerar um.

Além disso, é um sistema que autoriza a conexão com outras ferramentas, como Excel, Google Analytics, Mailchimp, Sharepoint e até com o Facebook. O Microsoft Power BI fornece aos usuários um amplo acesso às métricas da empresa, com capacidade de atualização em tempo real e acessíveis em vários dispositivos, como PCs e smartphones.

Tableau

Com um objetivo de tornar os dados acessíveis, o Tableau oferece um sistema que presa a usabilidade. Dessa forma, ele é uma ferramenta compatível com planilhas, hadoop, banco de dados SQL e nuvem.

Contudo, apesar de toda essa compatibilidade, o destaque principal vai para o seu sistema VizQl. Um serviço que permite arrastar e soltar qualquer informação existente nos relatórios ou painéis produzidos. Assim, o usuário tem facilidade para organizar as informações a qualquer momento. Além disso, oferece uma plataforma on-line que permite acesso aos dados de qualquer lugar.

Por que é importante ter cuidado com o Business Intelligence?

Apesar de o Business Intelligence ser muito útil nas organizações dos dados da sua empresa, é necessário ter muita cautela com o uso dessa tecnologia. Ao contrário do que muitos propagam, o BI não pode e não deve ser encarado como a única tecnologia de análise disponível nas organizações, pois, apesar da sua eficiência, pode oferecer dados equivocados para a tomada de decisão.

Nessa circunstância, é fundamental uma análise profunda da origem dos dados antes de tomar decisões baseando-se no que o Business Intelligence apresenta. Informações sobre custos, despesas e seus impactos em processos, produtos, serviços, canais e clientes representam bons exemplos de informações que não estão disponíveis nas organizações.

Dessa forma, requerem um tratamento especial por meio de uma pré-modelagem, isto é, é necessário um tratamento de custos e resultados de forma eficiente em um sistema à parte do BI para que as análises sejam realmente efetivas.

Sendo assim, uma modelagem eficiente apresenta nuances próprias e requer um tratamento especial antes de gerar relatórios e análises. Afinal, muitos desses documentos podem até conter informações inverídicas e prejudicar o parecer dos gestores na hora da tomada de decisões.

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Empresários e gestores precisam ter um amplo conhecimento a respeito de indicadores úteis para avaliar a performance de seus negócios. Entre esses conhecimentos, saber como calcular o patrimônio líquido tem destaque.

A partir desses dados, é possível verificar informações importantes, como a capacidade que uma organização tem de honrar seus compromissos. Os indicadores também abrem espaço para que sejam feitas comparações entre duas ou mais empresas de um mesmo setor, o que torna possível identificar a mais produtiva entre elas.

Portanto, não é exagero afirmar que é fundamental para gestores e empresários saber auferir o patrimônio líquido de suas empresas. Continue lendo e descubra como realizar esse cálculo!

Afinal, o que é o patrimônio líquido?

Tudo o que sua empresa possui é patrimônio, não é mesmo? Equipamentos de informática, frota de veículos, saldo em contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis etc. Se por uma razão qualquer você decidisse encerrar as atividades de seu empreendimento, o patrimônio de sua empresa seria capaz de pagar as dívidas da mesma? Essa é a resposta que o cálculo do patrimônio líquido nos oferece.

Logicamente, nenhum negócio tem como objetivo encerrar suas atividades. Todo empreendimento trabalha adquirindo dívidas que estimulam suas atividades, gerando ativos que pagam as dívidas adquiridas. Mesmo assim é muito importante saber o valor desse cálculo, pois o patrimônio líquido é um indicador da saúde financeira da empresa.

Um patrimônio líquido negativo pode sugerir aos sócios que aquele não é o momento certo de a empresa realizar investimentos, por exemplo ― sendo prioritário, naquele período, aplicar estratégias que visem à economia de recursos.

Como calcular o patrimônio líquido?

O patrimônio líquido é o resultado da seguinte conta: ativos — passivos. Os ativos estão localizados do lado esquerdo do balanço patrimonial, representando todos os direitos que a empresa tem a receber.

À direita do balanço patrimonial estão os passivos, que revelam os valores das dívidas e obrigações da empresa. Nessa conta entram diversas quantias, como folha de pagamento de colaboradores, financiamentos, empréstimos, fornecedores etc.

Um balanço patrimonial que apresenta como valor de patrimônio líquido o montante de R$ 100 mil indica que, se a empresa encerrasse suas atividades naquele momento, o empreendedor pagaria todas as dívidas e ainda sairia do negócio com esse valor.

Como o patrimônio líquido indica a saúde financeira da empresa, está entre os fatores que influenciam bancos a conceder, ou não, empréstimos ao negócio. Essa seria mais uma razão para focar em um resultado positivo, afinal, a empresa poderá perder acesso às linhas de crédito se o resultado do patrimônio líquido for muito negativo. Isso pode comprometer seu crescimento.

Fornecedores também podem repensar a parceria caso o balanço patrimonial indique que a empresa já obteve muitas dívidas. Não é regra, mas é possível. Esse cálculo é indicado pelos contadores como uma das informações fundamentais de análise na hora de ler um balanço patrimonial.

Como acompanhar o patrimônio líquido?

O melhor meio para observar informações sobre qualquer área de uma empresa de forma precisa é ter acesso às suas demonstrações contábeis. A mesma regra se aplica ao patrimônio líquido. É possível observar suas movimentações por meio de uma demonstração de mutação do patrimônio líquido, também conhecida como DMPL.

A DMPL nada mais é do que um relatório elaborado com base em todas as mutações efetuadas no patrimônio líquido de uma empresa, em um período preestabelecido.

O objetivo do relatório é fornecer ao gestor informações seguras a respeito da saúde financeira de sua empresa. Com base nelas, ele pode verificar quais medidas deve adotar no próximo exercício social e, até mesmo, avaliar se há alguma ação de caráter emergencial. Graças a essa agilidade, problemas podem ser identificados e resolvidos com maior facilidade.

Considerando a importância da demonstração contábil, é fundamental que ela seja elaborada com cuidado, de modo que possa expressar, de forma clara, todas as entradas e saídas de capital no caixa da empresa.

Uma vez que a demonstração de mutação do patrimônio líquido visa mensurar todas as alterações financeiras pelas quais ele passa, existe uma série de informações que não devem ser deixadas de lado no momento de sua elaboração. Entre essas informações, podemos citar:

Como comprovar a rentabilidade de uma empresa?

Tão importante quanto saber como calcular o patrimônio líquido de uma empresa é ter os conhecimentos necessários para avaliá-lo e, a partir deles, verificar se a empresa em questão tem tido ou não um desempenho satisfatório. Para que uma verificação eficaz seja feita nesse sentido, o uso do ROE, ou (Return On Equity), é recomendado. Entenda!

Return on equity (ROE)

O ROE é uma metodologia criada com a finalidade de mensurar a rentabilidade de empresas, com base em seu patrimônio líquido. A ideia por trás dela é simples: ela se resume à premissa de que, quanto menor o capital utilizado por um negócio para auferir lucro, mais eficiente ele é.

Portanto, com base no ROE é possível colocar lado a lado duas ou mais empresas e, utilizando o método, definir qual apresenta o melhor retorno sobre o patrimônio líquido. Ele também é útil para que gestores avaliem se suas organizações são de fato rentáveis.

Como calcular o ROE

O cálculo do Return On Equity é simples, ele se resume em apurar o lucro líquido da empresa em seu último exercício social e o dividir pelo patrimônio líquido acumulado no mesmo período. Esses dados podem ser verificados no balanço da instituição ou calculados levando em consideração a média de seus últimos 12 meses.

Embora a eficiência do ROE seja evidente, ele não deve ser o único indicador usado por um empresário ou gestor na hora de avaliar a companhia que administra. Fazer uso de outros métodos e sistemas é fundamental para que um panorama realista do negócio seja visualizado.

Além disso, usar a metodologia para comparar empresas que atuem em campos diferentes pode afetar a precisão com que os dados são apresentados. Isso porque, uma vez que estão inseridas em áreas diferentes, essas empresas terão gastos e resultados distintos, o que significa que não podem ser avaliadas com as mesmas métricas.

Ao avaliar o patrimônio líquido de uma empresa, o gestor tem acesso a um poderoso indicador de sua situação financeira. Caso a informação esteja incorreta, ou se ela for mal interpretada, a organização em questão vai enfrentar problemas e pode até mesmo ir à falência.

Levando em consideração a importância desse dado, e o peso que ele tem sobre a saúde financeira de companhias e instituições, fica óbvio que deve ser observado com muito cuidado e atenção.

O que são e como funcionam as contas retificadoras do patrimônio líquido?

Outro ponto tão importante quanto saber como calcular o patrimônio líquido, é entender a respeito das contas retificadoras. Elas são fundamentais para os acionistas terem acesso aos dados corretos acerca de um negócio, como o lucro bruto.

Basicamente, elas são um grupo de contas usadas com o objetivo de ajustar o saldo de um mesmo grupo de contas no balanço patrimonial. Por isso, nesse momento, é importante saber como calcular o patrimônio líquido. Essas contas podem estar inseridas tanto no passivo, quanto no ativo ou, ainda, direto no patrimônio da organização.

Geralmente, as contas retificadoras são também chamadas de contas redutoras. Isso acontece porque elas afetam o saldo do grupo no qual estão inseridas, diminuindo-o. Portanto, quando o valor dessa conta aumenta, o total do valor onde ela está agrupada diminui. A seguir, veja quais são as contas redutoras mais recorrentes.

Provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD)

Esse modelo de conta está entre as contas retificadoras do ativo circulante. Ela refere-se à inadimplência, que é muito comum em casos de venda a prazo. Nesse sentido, a PCLD foi criada com o objetivo de incluir esse valor, que a empresa tomou prejuízo, de maneira onerosa em seus resultados.

Assim, ela se opõe ao campo de contas a receber e, a partir da sua soma, é possível gerar o saldo líquido do ativo circulante.

Depreciação acumulada

Essa conta está entre os ativos permanentes de uma empresa. Basicamente, seu papel é calcular a perda de valor de um bem, resultante do desgaste pelo uso, obsolescência normal ou ação da natureza. Geralmente, ela inclui imóveis e maquinários.

Sendo assim, a depreciação é o registro da perda de materiais da organização. Ela ocorre apenas nos bens classificados no ativo imobilizado e nos bens de renda no grupo de investimentos ou ativo não circulante.

Contas redutoras de patrimônio

Para entender como calcular o patrimônio líquido, é importante conhecer as contas redutoras do patrimônio. Entre elas está a capital a integralizar e a duplicata descontada.

A primeira, consta os valores que serão pagos pelos sócios da empresa para a própria organização. Já a segunda — que é uma conta redutora do passivo —, possui um saldo credor. Por isso, o valor da duplicata pago pelo devedor constará no saldo do negócio. Assim, seu aumento diminui as contas de despesas do empreendimento.

Como funcionam os ajustes na avaliação patrimonial?

Esse ajuste compõe o grupo de contas que formam o patrimônio líquido. Por isso, é fundamental compreendê-lo de modo a entender como calcular o patrimônio líquido da sua empresa. Esse ajuste diz respeito ao resultado da avaliação dos bens comparado com seu valor justo.

Seu intuito é garantir que a estipulação do valor justo possa ocorrer de forma que os elementos que impulsionam a liquidação da transação não interfiram no resultado final do valor.

Portanto, os Ajustes de Avaliação Patrimonial são os resultados da diminuição ou aumento dos componentes do ativo, ou do passivo — que não foram acrescentados ao cálculo do exercício, por conta da reavaliação.

Após entender como calcular o patrimônio líquido, como acompanhá-lo, o que são as contas retificadoras e como funcionam os ajustes na avaliação patrimonial, é possível usar seus resultados para mensurar a saúde financeira do seu negócio. Assim, você garante um futuro financeiro seguro, já que esse cálculo mostra a real situação de uma empresa. Além disso, ele é bastante útil para realizar o planejamento de investimentos futuros.

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Atualmente, sabe-se que os colaboradores são um grande diferencial competitivo para qualquer negócio. Por isso, é preciso mantê-los engajados, informados e comprometidos com os resultados. Nesse processo, o endomarketing tem um papel crucial.

Pensando nisso criamos um conteúdo para você. Continue lendo e entenda o que é endomarketing, suas vantagens para a empresa e como aplicá-lo com eficiência. Boa leitura!

O que é endomarketing?

O marketing sempre foi sinônimo de ações com foco nos clientes finais, objetivando engajar decisões de compra e fidelizá-los. Mas isso tem mudado, é cada vez mais comum ver companhias implementando ações de marketing com foco interno.

O endomarketing é o melhor exemplo disso. A grosso modo, consiste em um conjunto de estratégias de marketing com foco no ambiente interno da empresa, especialmente nos colaboradores. Seu objetivo é fazer com que as pessoas gerem resultados.

Principais vantagens associadas

Uma estratégia bem-sucedida de marketing interno, como também é conhecido, beneficia a companhia de diversas formas, nos mais diversos níveis e áreas. Assim, é possível construir um empreendimento sólido, próspero e atraente para investidores. Veja as vantagens:

O endomarketing pode ser traduzido em ações de incentivo (premiações) ou mesmo de apreço pelo funcionário. Um exemplo disso é o da Fiat. Nela, os colaboradores são sempre os primeiros a fazerem os testes-drives. O custo é zero, mas faz toda a diferença!

Como implementá-lo na empresa?

Nem sempre é fácil criar uma ação de endomarketing, por isso muitas pessoas buscam auxílio de especialistas no assunto. Mas existem alguns passos que podem ser seguidos para facilitar todo o processo. Veja agora:

  1. Conheça seus colaboradores

Primeiro, é preciso conhecer os profissionais que atuam na empresa. Busque compreender suas necessidades, desejos e inclinações. Para tanto, mantenha-se próximo dos funcionários, converse com eles e dê atenção às principais reclamações. Desse modo, conseguirá criar uma ação criativa e que engaje resultados reais para a organização.

  1. Defina os principais objetivos

Como tudo na vida, a estratégia de endomarketing deve ser desenvolvida com um objetivo claro. Dessa forma, fica mais fácil canalizar a criatividade e alcançar o que se deseja. Dentre os principais objetivos, é possível destacar:

  1. Planeje o que será feito

O terceiro passo é o momento de estruturar o plano que irá nortear toda a estratégia. Para isso, busque responder três principais perguntas: o que será feito? Por que será feito? e, Como será feito? Veja algumas ferramentas que podem ser usadas:

  1. Acompanhe e mensure os resultados

Para finalizar, é importante acompanhar os resultados alcançados. Para tanto, é necessário que estabeleça alguns indicadores-chave de desempenho. Esses indicadores funcionam como um termômetro, mensurando o grau de resultados de uma atividade. Veja os principais:

Veja, ao aplicar essas dicas você conseguirá arquitetar sua estratégia de marketing interno e obter grandes resultados, mantendo os funcionários felizes e motivados.

Agora que está por dentro do assunto e entende o que é endomarketing, aproveite para continuar por dentro de nossos outros materiais. Assine nossa newsletter e receba novos conteúdos diretamente em seu e-mail. Vamos lá!

O patrimônio de uma empresa é muito maior do que seus resultados de lucratividade. Esse patrimônio inclui, por exemplo: maquinário, imóveis, investimentos etc. Tudo isso pode ser transformado em capital, ajudando o empreendimento a investir ou pagar credores. Sabendo disso, torna-se muito importante para o empreendedor saber calcular os índices de liquidez de cada investimento de seu negócio.

Neste artigo, entenderemos mais sobre esse tema fundamental para a saúde financeira de qualquer empresa. Vamos lá?

Afinal, o que é índice de liquidez?

É um indicador financeiro que mostra o quanto a empresa possui em recursos. Desse modo, é possível entender a capacidade de endividamento do negócio. Cada investimento possui uma liquidez diferente. Um imóvel, por exemplo, possui baixa liquidez, ou seja, não é possível transformá-lo em capital rapidamente.

Para saber calcular o índice de liquidez os empresários precisam consultar o balanço patrimonial da companhia. Dessa forma, fica claro se a empresa possui ativos suficientes para honrar suas obrigações. Um empreendimento pode perceber que não possui solvência necessária para expandir suas operações, por exemplo.

Quanto maior o índice de liquidez de um empreendimento, maior é a sua saúde financeira. Por exemplo: se após o cálculo o resultado for superior a 1, isso significa que o negócio possui uma boa margem de capital, capaz de pagar suas dívidas sem comprometer investimentos.

Se o resultado do cálculo for muito próximo a 1, isso quer dizer que o negócio possui quantia exata para honrar suas obrigações, ficando sem recursos após saná-las. Se o cálculo resultar em zero — ou em um número menor — isso quer dizer que a empresa não tem como pagar seus credores. Uma situação preocupante.

Como calcular os tipos de índices de liquidez?

Existem basicamente 4 tipos de índices de liquidez, aqui, nós vamos explicar como você pode calculá-los. Continue!

Liquidez Corrente

O índice de liquidez corrente tem foco no curto prazo. Por isso, para calculá-lo é necessário consultar o ativo circulante do negócio, assim como as obrigações financeiras imediatas.

A fórmula é a seguinte: ativo circulante / passivo circulante.

Liquidez seca

Com um foco ainda maior no curto prazo, o índice de liquidez seca exclui do ativo circulante o estoque do negócio, pois nessa conta entram apenas os recursos que a empresa já possui. A liquidez seca é, portanto, menor do que a liquidez corrente.

Sua fórmula é: (ativo circulante – estoque) / passivo circulante

Liquidez imediata

Ao contrário dos outros índices de liquidez citados, esse cálculo não leva em consideração o ativo circulante, mas, apenas, os recursos que a empresa já possui, ou seja: saldo em contas bancárias, capital em caixa e investimentos financeiros com liquidez imediata.

Para calculá-lo faça a seguinte conta: disponível / passivo circulante

É necessária cautela para analisar esse índice. Ter mais dinheiro em conta do que dívidas em curto prazo nem sempre é algo positivo. Dependendo de fatores externos, como a inflação, esses recursos podem perder seu valor.

Liquidez geral

Com foco em longo prazo o índice de liquidez geral leva em conta os recursos que a companhia já possui, além daqueles que virão. O mesmo vale para as obrigações. Os dados necessários para calcular esse índice são encontrados no balanço patrimonial da empresa.

Para calculá-lo é simples: (ativo circulante + realizável em longo prazo) / (passivo circulante + passivo não circulante).

Como acompanhar os índices de liquidez?

Como vimos em tópicos anteriores, os índices de liquidez são ferramentas extremamente úteis para entender se o empreendimento possui recursos suficientes. No entanto, é preciso atenção na hora de acompanhá-los para não cometer erros.

Além do conhecimento de quais são e como calculá-los, é preciso entender bem os métodos que estão por trás desse tipo de avaliação. O responsável por fazer essa análise inicial dos índices, em muitos casos, é o setor financeiro. Além disso, é ali que serão produzidos relatórios financeiros que ajudarão a complementar o monitoramento.

O que é importante nesse momento é agrupar essas informações com os dados retirados dos índices. Claro, sempre prezando por indicadores que tenham a ver com o objetivo atual da empresa. Por exemplo, se é a curto prazo, índice de liquidez corrente, se a longo, índice de liquidez geral.

Sendo assim, com os dados agrupados e organizados é o momento de fazer comparações com antigas informações e com as metas estabelecidas. Aqui, é a chance de avaliar se a empresa está melhor do que antes ou se atingiu seus objetivos de crescimento.

Um ponto importante desse acompanhamento é que quanto mais automatizado for esse processo, melhor. Utilizar um software de gestão é a mais acertada alternativa se o objetivo é tornar esse mecanismo de monitoramento mais intuitivo e prático, inclusive, na coleta dos dados e na comparação dos resultados dos indicadores.

Quais são os benefícios de utilizar um software para a gestão de indicadores?

De maneira geral, um software para gestão dos negócios, inclusive, indicadores pode trazer diversos benefícios para a empresa. Nesse tópico, separamos os 3 principais.

Melhorar a gestão das atividades

Imagine uma empresa que tem um ritmo consideravelmente grande de entradas e saídas. Agora, pense que o monitoramento de suas finanças é feito apenas pelos funcionários, sem nenhuma tecnologia.

Não se pode negar que a probabilidade de haver erros na coleta das informações e análise é bem grande. Além disso, é uma atividade que tomará um tempo desnecessário que poderia ser utilizado para outra atividade.

Com um software de gestão, além da otimização do tempo, já que tudo é feito de forma programada, a possibilidade de erro é nula. Afinal, a eficiência na coleta e monitoramento dos dados é feita de maneira automatizada, poupando os funcionários e direcionando-os para dar a atenção ao que realmente interessa.

Redução de custos na empresa

Para uma empresa que não tem um software para auxiliar na sua gestão financeira, o custo de cuidar de sua administração e ainda monitorar seu comportamento é muito alto. Isto acontece porque ela precisará, além de lidar com os colaboradores, contratar mais mão de obra para gerenciar e coletar os dados.

Porém, ao adquirir um software, além da automação desse processo, ainda há uma redução de gastos, visto que não é mais necessário contratar pessoas. Afinal, é ele que fará todas as atividades com rapidez e eficiência.

Informações para a tomada de decisões

Obter um software de gestão trará acesso a diferentes dados para empresa. Como explicamos anteriormente, ele será crucial para a coleta e gerenciamento dessas informações de maneira acertada.

Dessa maneira, é possível estar a par de como o negócio se comporta e perceber o que é preciso mudar para o empreendimento melhorar. Saber realmente quais são os pontos fortes e fracos das estratégias da empresa.

Bem, este texto procurou esclarecer ao máximo sobre o que são os índices de liquidez e como você pode acompanhá-los e calculá-los. Quer continuar aprendendo por meio de nossos conteúdos exclusivos? Então, assine agora nossa newsletter!

Sumário

 

Escolher um software de gestão de custos é um investimento importante para qualquer empresa, tendo em vista as diversas vantagens que o acesso a essa tecnologia proporcionará à organização, como a melhora no acesso e análise de informações.

No entanto, é necessário dedicar um tempo para escolher qual empresa está mais preparada para atender suas necessidades. Tentamos implementar em Planilhas? Customizamos o ERP para isto? E o pode nos ajudar neste ponto? Neste post sugerimos alguns questionamentos que o empresário deve fazer antes de escolher um .

1. Quem é a empresa que desenvolveu o software?

Implementar uma solução para a Gestão de Custos e Rentabilidade exige dedicação integral ao assunto. O fornecedor deve ser uma empresa 100% dedicada às particularidades e peculiaridades que uma implementação deste tipo requer. Todos os serviços devem ser executados por equipe própria e não por parceiros que podem não possuir o comprometimento necessário para uma implementação de sucesso.

Além disto a empresa deve ser capaz de comprovar experiência internacional em projetos específicos de gestão de custos e rentabilidade, em empresas de diversos tipos e tamanhos – o que por fim beneficia as empresas interessadas em adquirir o sistema pois têm seu tempo de implantação diminuído ao mesmo tempo em que ampliam a qualidade da modelagem desenvolvida.

2. Quem indica a solução?

Aqui é importante entender quem são as empresas de consultoria de negócios que implantam a modelagem conceitual na solução. Estas empresas possuem o know-how de melhores práticas internacionais para a implementação de modelos de custos dos mais simples aos mais avançados e não se arriscaria em indicar e implementar uma solução que não fosse no mínimo a melhor.

A solução deve ter sido avaliada positivamente em estudo formal publicado no mercado por instituto de renome (Gartner, IDC…) ou por empresa de consultoria “big-4” (Deloitte, KPMG, PwC, EY) + Accenture e grandes firmas de consultoria independente.

3. Qual a infraestrutura necessária para rodar a aplicação?

A solução deve permitir uma instalação em ambiente local como notebooks que facilitam a prototipação de modelos de custos de modo independente para posterior upload para ambiente em produção ou em hardwares escaláveis e com infraestrutura muito sofisticada. Obviamente que também deve permitir a execução em ambiente 100% web e sem qualquer necessidade de se instalar absolutamente nada em ambiente local.

4. Que funcionalidades e benefícios traz para o usuário?

O usuário deve ter autonomia para rodar o modelo e fazer a e rentabilidade independente de fornecedores; a solução deve conter funcionalidades específicas para este fim, facilitando a modelagem, análise e execução de simulações básicas e avançadas de negócios – tudo isto com segurança, níveis de acesso e performance adequada.

A deve permitir análises fáceis e rápidas, através de relatórios avançados ou mesmo Dashboards e painéis de indicadores de gestão que podem ser desenvolvidos pelo próprio usuário. Quanto mais e melhores as funcionalidades da solução melhor será o resultado final e mais eficiente será o trabalho mês a mês.

5. Como será a integração com os sistemas existentes?

Ninguém imagina que seja necessário digitar o plano de contas ou de se ter trabalho manual. Os dados que alimentam o modelo de custos e rentabilidade devem vir dos sistemas já existentes, sejam eles o ERP, planilhas, folha de pagamento, BI e/ou qualquer outro responsável por uma parte do que convergirá para o modelo de custos e rentabilidade.

O software de gestão de custos deve possuir mecanismos próprios de ETL (extração, transformação e carga de dados) que permitam transformar as tabelas origem para um formato que o software reconheça, permitindo inclusive críticas nas tabelas origem previamente à importação dos dados. Objetivo é ganhar eficiência e evitar o retrabalho.

6. Por que não implementar em Planilhas, ERP ou BI?

Esta é uma dúvida muito comum levantada pelos gestores. Comecemos pelas planilhas: modelar em Excel pode ser a princípio muito simples (e realmente é) porém é natural que junto com as primeiras rodadas e conclusões provenientes da modelagem de custos novas necessidades surjam. Isto sem contar a importante questão da segurança da informação e da integridade de dados. Segundo a companhia EY, “é sim possível modelar em planilhas, porém somente com modelos de custos muito simples e mesmo estes modelos de custos simples apresentarão falhas severas na extração dos dados para posterior análise gerencial”.

Os ERPs passam a falsa impressão de “já conterem tudo o que é requerido para um modelo de custos”, mas isto não é verdade: informações contábeis, ficha técnica, faturamento e volumes são apenas alguns dados que representam o início da modelagem de custos e rentabilidade. Diversas outras informações como detalhamento de processos e atividades, capacidades, indicadores, detalhamento dos custos administrativos e regras de negócios específicas não se encontram no ERP, exigindo que o mesmo seja customizado para atender a esta exigência de uma modelagem de custos eficiente. E todos nós sabemos o quão complicado, caro e demorado é customizar qualquer ERP; o fornecedor pode até argumentar que “o módulo de custos já está incluído ‘gratuitamente’ no pacote”, porém requer muitas customizações e adaptações e com tempo de projeto que não raro é superior a 1 ano; mesmo quando isto ocorre a modelagem pode ficar rapidamente obsoleta pois, sabemos, as organizações são cada vez mais dinâmicas, com novos produtos e serviços sendo desenvolvidos mês a mês, novos departamentos e centros de custos, novos processos, canais, clientes e eventualmente até fusões e aquisições. Infelizmente muitas empresas ainda acreditam nisto, ficando a modelagem comprometida e não mais refletindo nem o que está presente no ERP nem a realidade da operação da empresa.

Tentar fazer num BI é outro desafio inócuo. O Prof. Bala Balachandran de Kellogg sempre diz que “estes sistemas permitem com que análises extremamente equivocadas sejam tomadas de modo muito simples”. Um BI vai sempre apresentar dados que já existem na organização, ele não transforma os dados e nem leva em consideração exigências de modelagem como alocações recíprocas, prevenção de double-counting, entendimento de custos próprios e recebidos e muitos outros. A modelagem basicamente representa um esforço de transformação de dados para posterior apresentação/análise e não o contrário!

Procure saber de outros clientes se eles estão satisfeitos com o atendimento prestado. Em nenhuma hipótese deixe para descobrir se o atendimento atende suas necessidades quando algum imprevisto acontecer.

Como vimos neste artigo, são muitas as dúvidas que surgem no momento de adquirir um software de gestão de custos. Caso você tenha interesse nessa tecnologia, preencha o formulário abaixo e fale com nossa equipe!

À medida que os mercados se tornam cada vez mais competitivos, os gestores precisam encontrar meios de tornar seus processos mais eficientes e alcançar resultados melhores.

Nesse sentido, surge o conceito de Lean Six Sigma e os benefícios que a empresa pode obter com sua aplicação. Continue a leitura deste post e saiba mais sobre o tema!

O que é o Lean Six Sigma?

Para entender melhor do que se trata a metodologia Lean Six Sigma, primeiro é preciso compreender os conceitos separados do que é Lean e o que é Six Sigma, sendo que:

O Lean Six Sigma é a junção de ambas filosofias, em que busca-se alcançar a excelência, por meio de processos otimizados e redução de desperdícios. Esse conceito surgiu em decorrência da necessidade que as empresas possuem de tornar suas operações mais ágeis e mais eficientes.

De que forma ela se aplica a uma empresa?

A aplicação do conceito de Lean Six Sigma é válida para qualquer empresa que busca tornar suas operações mais enxutas e acertadas, além de maximizar os resultados. No entanto, o primeiro passo para que isso aconteça é ter ciência de que é necessário quebrar paradigmas e estar disposto a fazê-lo.

A mudança se inicia, de fato, com o mapeamento dos processos. Além de avaliar o fluxo das atividades em busca de falhas e desperdícios — para que possam ser eliminados —, também é preciso entender como a empresa cria valor para seus clientes.

Quando a criação de valor é definida, é momento de identificar quais etapas de cada processo não contribuem para esse objetivo e buscar eliminá-las e adequar os métodos de trabalho, para que as operações não tenham prejuízo de performance.

O foco deve estar voltado para a melhoria dos processos e evitar desperdícios, que podem ser caracterizados como:

De maneira geral, o objetivo de implantar essa filosofia na empresa é criar condições para que os materiais corretos sejam usados, no local adequado, com a quantidade ideal — sempre evitando acúmulos e perdas e corrigindo as falhas que os processos apresentam.

Quais são os benefícios que ela proporciona?

A adoção da metodologia Lean Six Sigma proporciona diversas vantagens para as empresas, sejam elas na produção ou nos resultados de maneira geral. Dentre os principais, pode-se citar:

A aplicação do Lean Six Sigma, apesar de ser demorada, é relativamente simples e faz com que a empresa fique mais próxima de alcançar a excelência nas suas atividades. Além disso, com todas as melhorias alcançadas, é seguro dizer que também se obtém um aumento da vantagem competitiva no mercado.

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